Acupuntura

 

A acupuntura é um dos componentes da Medicina Tradicional Chinesa. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica em agosto de 1995, e está inserida no SUS desde o ano de 1988. O exercício da acupuntura exige a elaboração de diagnóstico, prognóstico e instituição de procedimento terapêutico invasivo. Pode ser entendida como um conjunto de procedimentos terapêuticos que visam introduzir estímulos em certos lugares anatomicamente definidos, os pontos de acupuntura, a fim de obter do organismo, em resposta, a recuperação global da saúde, ou a prevenção da doença, através de incremento dos processos regenerativos, de normalização das funções orgânicas de regulação e controle, de modulação da imunidade, de promoção de analgesia, de harmonização das funções endócrinas, autonômicas e mentais.

 

A acupuntura é um procedimento seguro?

Desde que realizada por médico capacitado, a acupuntura é um procedimento seguro e desprovido de efeitos colaterais. Reações adversas à acupuntura estão em geral associadas à má formação de quem a pratica. É importante ter em mente que embora a acupuntura esteja livre das dependências e dos efeitos colaterais associados ao uso dos medicamentos, constitui um procedimento invasivo e que exige conhecimentos de anatomia topográfica, fisiologia e sobretudo clínica médica. A elaboração de um diagnóstico, inclusive diferencial, o estabelecimento de prognóstico e a instituição do tratamento adequado, são fatores imprescindíveis para se evitar o simples mascaramento de sinais e sintomas, com todas as conseqüências negativas que isso possa acarretar. Em todos os casos, o paciente deve manter seu médico informado sobre os medicamentos de que faz uso, se está ou suspeita estar grávida, ou se usa marca passo ou implantes cosméticos. 

 

A acupuntura pode transmitir doenças?

A acupuntura é um método invasivo, e, portanto, faz-se necessário observar as regras básicas de esterilização. Usando-se material esterilizado não há risco de transmissão de doenças. Atualmente as agulhas utilizadas em acupuntura são descartáveis, o que aumenta a segurança para médicos e pacientes, prevenindo a transmissão de doenças como a hepatite e a aids.

 

A acupuntura funciona em todos os pacientes?

Não. A acupuntura funciona em cerca de 70 a 80% dos humanos e animais em que é utilizada. Já o efeito placebo é observado em aproximadamente 30% dos casos. O fato da acupuntura não apresentar ação em alguns casos pode ser decorrência de vários fatores. Além daqueles eventualmente relacionados a um diagnóstico incorreto ou tratamento inadequado, devemos considerar que indivíduos que apresentam altos níveis de colecistocinina (CCK) respondem mal à analgesia por acupuntura, o que leva a crer que, nessas pessoas, outras ações da acupuntura também estarão prejudicadas. Por outra parte existem evidências de que pessoas que apresentam baixos de CCK respondem muito bem à analgesia acupuntural. Experimentos realizados com animais têm demostrado que o uso de substâncias que antagonizam a CCK contribui para melhorar a resposta à acupuntura nos indivíduos com níveis elevados de colecistocinina. Também existem evidências de que a CCK está envolvida no processo de desenvolvimento de tolerância à acupuntura.Outro fator que precisa ser levado em conta naqueles pacientes que respondem mal a acupuntura, é uma possível deficiência genética de receptores de endorfinas a nível da membrana celular das células nervosas.Finalmente, não se deve esquecer que o uso de determinados fármacos como corticóides e beta bloqueadores também pode interferir no resultado do tratamento com acupuntura.

 

A acupuntura é um procedimento doloroso?

Não deve ser. A sensação de dor na acupuntura geralmente está associada a inserção das agulhas, sendo de pequena intensidade, rápida e, na maior parte das vezes, imperceptível. Após a inserção das agulhas, que têm um diâmetro muito pequeno, semelhante ao de um fio de cabelo, pode ocorrer uma sensação discreta de choque elétrico, peso ou dolorimento, o que é decorrência da ativação de terminações nervosas responsáveis pela condução do estímulo da acupuntura.

 

Existem evidências científicas de que a analgesia por acupuntura é mediada por neurotransmissores?

Desde 1977, diferentes pesquisadores têm demonstrado que a analgesia acupuntural inibe a resposta dos neurônios do trato espinotalâmico aos estímulos dolorosos. Também ficou demonstrado que este efeito da acupuntura pode ser revertido pela naloxona, um bloqueador dos receptores endorfínicos. O progresso das pesquisas realizadas desde os anos setenta conduziu a nada menos que 17 diferentes linhas de convergência que suportam a idéia da participação de mecanismos endorfínicos na analgesia por acupuntura.

 

As 17 linhas de evidência da analgesia endorfínica são as seguintes: 

• Naloxone bloqueia a analgesia provocada pela acupuntura

• Seis antagonistas de opiáceos bloqueiam a analgesia provocada pela acupuntura

• Dextro-naloxone não bloqueia a analgesia provocada pela acupuntura

• Anticorpos contra endorfinas bloqueiam a analgesia provocada pela acupuntura

• Micro-injeção de naloxone bloqueia a analgesia provocada pela acupuntura

• Deficiência genética de receptores opióides leva a uma redução da analgesia acupuntural

• Deficiência de endorfinas causa redução da analgesia provocada pela acupuntura

• As endorfinas aumentam no Líquor e diminuem no cérebro após a analgesia acupuntural.

• A analgesia provocada pela acupuntura é intensificada quando se evita a destruição enzimática das endorfinas.

• Os efeitos analgésicos da acupuntura podem ser transmitidos por circulação cruzada.

• A redução das endorfinas da hipófise bloqueia a analgesia provocada pela acupuntura

• Observa-se um incremento no mRNA para pró-encefalina na analgesia causada pela acupuntura.

• A proteína C-fos aumenta nas áreas endorfínicas do cérebro.

• Analgesia acupuntural mostra tolerância cruzada com dependência morfínica.

• Analgesia causada pela acupuntura funciona melhor para dor emocional, como as endorfinas.

• Lesões do núcleo arqueado bloqueiam a analgesia causada pela acupuntura

• Lesões da substância cinzenta periaquedutal bloqueiam a analgesia causada pela acupuntura.

 

Todas as evidências mencionadas fornecem prova convincente de que a analgesia produzida pela acupuntura é um fenômeno fisiológico conhecido e passível de ser afetado pelo uso de agulhas de acupuntura e estimulação elétrica.

 

Ocorre sangramento?

Eventualmente um pequeno vaso sangüíneo pode ser atingido, ocorrendo discreto sangramento que é fácil e prontamente estancado por simples compressão. Realizada por médico experiente a acupuntura é, contudo, isenta de riscos. Deste modo, sangramentos e hematomas ocasionais não devem ser motivo de preocupação, já que geralmente são superficiais e ocorrem raramente.

 

Qual a freqüência do tratamento?

Usualmente as sessões são realizadas uma vez por semana. Casos agudos podem exigir sessões diárias. Em geral, a duração e a freqüência do tratamento dependem do diagnóstico e do tempo de evolução da doença. Quanto mais recente a patologia, mais rápido o resultado. Algumas doenças respondem mais rapidamente que outras. Exemplo são as dores músculo esqueléticas sem ocorrência de degeneração estrutural.

 

Quais os mecanismos de ação da acupuntura?

Pesquisas demonstram que a acupuntura estimula terminações nervosas livres mielinizadas do tipo II e III nos músculos, enviando sinais para o sistema nervoso central, onde são liberados peptídeos endógenos semelhantes à morfina (endorfinas). Estes neuro transmissores causam analgesia bloqueando a propagação dos estímulos dolorosos para o córtex cerebral, e, consequentemente, impedindo sua percepção pelo cérebro. No SNC, o estímulo da acupuntura vai promover a analgesia mediante atuação em três níveis distintos: medular, mesencefálico e hipotalâmico. Neste último, a acupuntura vai ativar o eixo hipotálamo-hipófise, promovendo a liberação de beta-endorfina na corrente sangüínea e no LCR. Por sua vez, a beta-endorfina age sobre diferentes partes do cérebro e medula espinhal de modo a bloquear a passagem do estímulo doloroso. Um dado importante é que a liberação de beta-endorfina está correlacionada numa base equimolar à produção do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), já que os dois têm um precursor comum. Assim, para cada mol de beta endorfina produzido, ocorre a liberação de um mol de ACTH, que vai atuar sobre o córtex da supra renal causando a liberação de cortisol. Neste fato, pode estar a explicação para a atuação da acupuntura nos processos inflamatórios da artrite e no broncospasmo associado à asma. O cortisol endógeno é liberado em quantidades muito reduzidas e finamente reguladas evitando assim os efeitos colaterais da terapia com corticóides. A nível do mesencéfalo, são neurônios da substancia cinzenta periaquedutal que vão liberar endorfinas e estimular neurônios do trato descendente dorso lateral para produzir serotonina e norepinefrina, inibindo deste modo o impulso doloroso a nível medular. O terceiro nível de atuação da acupuntura é a medula espinhal, onde interneurônios da substancia gelatinosa liberam dinorfina e bloqueiam o impulso doloroso que se propaga pelas fibras aferentes nociceptivas.

 

Existe acupuntura sem agulhas?

Por definição não, já que a palavra acupuntura é de origem latina e significa literalmente punção com agulhas. No entanto, os pontos de acupuntura podem ser estimulados por pressão, calor ou eletricidade. De modo que, procedimentos tradicionais como as ventosas, as massagens e a moxabustão, ou modernos, como a estimulação dos pontos com raios laser, podem ser usados na prática da Medicina Tradicional Chinesa.

 

Como é uma sessão de acupuntura?

Na primeira consulta o médico busca estabelecer um diagnóstico clinico, nosológico e acupuntural, abarcando os conhecimentos da medicina contemporânea e da Medicina Tradicional, lançando mão de uma minuciosa anamnese, exame clínico e solicitando os exames complementares que se fizerem necessários. Seleciona os pontos (prescrição) de acordo com o diagnóstico, orientando ou associando a outros métodos de acordo com o diagnóstico e prognóstico realizados. Após a limpeza da pele, as agulhas descartáveis são inseridas de forma indolor e deixadas no local, sendo retiradas após vinte a trinta minutos. Durante o período em que as agulhas estão inseridas, o médico pode também associar um estímulo elétrico às agulhar e recomenda-se ao paciente não se mover bruscamente, evitando que haja algum desconforto ou complicação. As sessões posteriores podem ser iguais ou ter os pontos modificados, de acordo com a evolução de cada caso em particular.

 

 

Equipe Médica

Acupuntura

 

  • DR. ALEXANDRE PALOMINO CRM-17116
  • DRª ARABI XINGUARA CRM-26990
  • DR. CAIO VAZ CRM-25937
  • DRª CAROLINA TRAVASSOS CRM-17059
  • DRª CINTIA ALBUQUERQUE CRM-24528
  • DRª CRISTINA PERES CRM-22497
  • DRª FATIMA COUTO CRM-16486
  • DRª JULIANA ALENCAR CRM-25834
  • DRª LEONOR FERNANDES CRM-16961
  • DRª LIA TERCIA CRM-19891
  • DRª LIZ LEITE CRM-24792
  • DR. PAULO SERGIO CONCEIÇÃO CRM-10640
  • DRª VANESSA BASILIO CRM-17140
  • DR. WALTER VITERBO CRM-11188
  • DR. WEN SHIH YU CRM-11013
Clínica da Dor

 

  • DR. CAIO VAZ CRM-25937
  • DRª LIA TERCIA CRM-19891
  • DR. MAURÍCIO ANGELIM CRM-11550
  • DR. WALTER VITERBO CRM-11188

 

 

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